Ciência e o desenvolvimento infantil

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Quem tem filho pequeno já percebeu que a intuição dos bebês é muito forte. Eles sabem quando seus pais estão brigando, sentem a presença de alguém com raiva e até mudam seu humor por conta disso. Aos 15 meses, percebem e assimilam julgamentos, estereótipos e preconceitos que reconhecem na atitude dos adultos.

Ao longo de 40 anos de pesquisa, o psicólogo americano Andrew Meltzoff fez diversas descobertas entre bebês e crianças até os 5 anos. Ele percebeu que boa parte da formação das crianças pequenas interfere em seu desenvolvimento e nos valores que terão por toda a vida.

Há evidências científicas de que o desenvolvimento da criança no começo de sua vida ajuda a determinar o adulto que ela será. Seu cérebro é esculpido pelas experiências e é profundamente afetado pelas interações sociais e físicas que tem com o mundo. O bebê aprende mais do que aprenderá em qualquer outro período cronológico. Aprende sobre si mesmo através da observação e da interação com outras pessoas.

Elas são intensamente resilientes. São capazes de superar experiências extremas vivenciadas nos primeiros anos de vida, desde que tenham uma relação saudável em que se apoiar.

Sabendo disso, é importante prestar atenção nela. Ela sabe quando é observada. A criança se sente segura, cuidada e apreciada. São diferentes uma das outras e têm necessidades únicas. Meltzoff afirma que a face, a voz e a interação dos pais, irmãos ou cuidadores são os brinquedos mais educativos de que podem precisar.

Fontes: "Entrevista: O que a ciência revela sobre o desenvolvimento infantil"

 


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